Campinas, SP, 02 (AFI) - A noite deste domingo foi gloriosa para o atletismo brasileiro na Paralimpíada de Londres. Para começar, uma dobradinha de atletas do País, com Terezinha Guilhermina e Jerusa Santos, seguida por um ouro com um pedido de casamento de Yohansson do Nascimento. O grand finale, no entanto, ficou reservado a Alan Fonteles que ganhou a medalha de ouro sobre o maior astro da Paralimpíada, o sul-africano Oscar Pistorius, na final dos 200 metros classe T44.
Alan foi o grande astro da noite, ofuscando Pistorius e virando pivô involuntário de uma grande polêmica por causa do aumento de cinco centímetros em suas próteses. Na prova, o sul-africano, que na noite anterior havia estabelecido novo recorde mundial (21s30), tomou a dianteira e parecia fadado a mais uma vitória, mas Alan, em um sprint final histórico, surpreendeu o adversário e todo o público no Estádio Olímpico e concluiu a prova na frente, com tempo de 21s45.
Pistorius saiu da pista visivelmente abalado. Falou pouco com os repórteres das emissoras de TV e entrou na área reservada aos atletas. Somente depois de algum tempo voltou para falar com a imprensa escrita e reclamou. "Não acho que foi injusto. Ele (Fonteles) competiu respeitando as regras, mas é fato que antes (da troca das próteses) ele não corria na casa dos 21 segundos e eu nunca vi alguém tirar uma diferença nos oito metros finais como ele fez. Foi a minha primeira derrota em uma disputa de medalha."
Alan agradeceu a Deus, à família e aos torcedores, mas dedicou em especial seu título para duas pessoas: o técnico Amauri Veríssimo e ao "amigo-irmão" Yohansson do Nascimento. Depois teve de falar sobre as declarações de Pistorius. "Percebi que ele nem falou comigo antes da prova, só deu um oi meio assim", contou o brasileiro. O velocista admitiu que ficou triste com a reação de seu ídolo. "Eu quero ser amigo de todo mundo." No entanto, o brasileiro defendeu seu resultado. "Eu estava dentro das regras", disse em tom sério. "Ele (Pistorius) tem o recorde mundial, mas o que vale no fim é quem chega primeiro."
O coordenador de atletismo do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Ciro Winckler, explicou a questão das próteses. Disse que Alan corria com o mesmo equipamento desde que tinha 16 anos e foi pedido ao Comitê Paralímpico Internacional (CPI) uma readequação do equipamento agora que o atleta completou 20 anos. Ele conta que o tamanho da prótese é determinado pelo estudo do biotipo do atleta e o resultado final foi de que Alan, que tinha 1,76 metro com o equipamento antigo, poderia chegar até 1,85 metro. Mas optou por prótese que o deixa com 1,81 metro.
Nos 200 metros classe T11 pelo menos duas medalhas brasileiras estavam garantidas no pódio porque haviam três atletas do país, com seus respectivos guias - Terezinha Guilhermina com Guilherme Santana (seu tradicional parceiro, Jorge Souza, o Chocolate, estava contundido), Jerusa Santos acompanhada de Henrique da Silva e Jhulia Santos com Fábio Oliveira Silva. De estrangeira, somente a chinesa Juntingxian Jia e seu guia Donglin Xu. Na corrida, Terezinha ganhou com larga vantagem dos adversários, com Jerusa em segundo e a chinesa em terceiro.
A premiação foi adiada por causa de uma grande confusão. Inicialmente os chineses foram desclassificados por infringir o regulamento que não permite que o guia puxe a atleta durante o percurso. Os dirigentes do país recorreram e foram atendidos. Aí foi a vez do Brasil protestar, sem sucesso. O sonhado inédito pódio triplo terá de esperar. A entrega das medalhas será nesta segunda, assim como a de Alan Fonteles.
"Estou muito feliz, sou muito grata a Deus pela oportunidade de estar em primeiro lugar novamente e com um resultado impressionante, diferente do que eu consegui em Pequim", disse Terezinha, que dançou antes de sua performance. "Eu gosto de dançar. Isso me relaxa e me ajuda a concentrar na corrida."
Casa cheia
A participação da torcida britânica nos eventos disputados neste fim de semana foi massiva. Os 82 mil lugares do Estádio Olímpico foram preenchidos para as provas de atletismo e a tendência foi seguida por outras arenas do Parque Olímpico que também tiveram grande presença de espectadores. Em especial o velódromo, de longe o local mais animado. As praças do Parque Olímpico ficaram apinhadas de gente. Quem não pôde entrar nas arenas, torceu por seus atletas favoritos pelo telão. Um exemplo para o Brasil em 2016.
Alan foi o grande astro da noite, ofuscando Pistorius e virando pivô involuntário de uma grande polêmica por causa do aumento de cinco centímetros em suas próteses. Na prova, o sul-africano, que na noite anterior havia estabelecido novo recorde mundial (21s30), tomou a dianteira e parecia fadado a mais uma vitória, mas Alan, em um sprint final histórico, surpreendeu o adversário e todo o público no Estádio Olímpico e concluiu a prova na frente, com tempo de 21s45.
Pistorius saiu da pista visivelmente abalado. Falou pouco com os repórteres das emissoras de TV e entrou na área reservada aos atletas. Somente depois de algum tempo voltou para falar com a imprensa escrita e reclamou. "Não acho que foi injusto. Ele (Fonteles) competiu respeitando as regras, mas é fato que antes (da troca das próteses) ele não corria na casa dos 21 segundos e eu nunca vi alguém tirar uma diferença nos oito metros finais como ele fez. Foi a minha primeira derrota em uma disputa de medalha."
Alan agradeceu a Deus, à família e aos torcedores, mas dedicou em especial seu título para duas pessoas: o técnico Amauri Veríssimo e ao "amigo-irmão" Yohansson do Nascimento. Depois teve de falar sobre as declarações de Pistorius. "Percebi que ele nem falou comigo antes da prova, só deu um oi meio assim", contou o brasileiro. O velocista admitiu que ficou triste com a reação de seu ídolo. "Eu quero ser amigo de todo mundo." No entanto, o brasileiro defendeu seu resultado. "Eu estava dentro das regras", disse em tom sério. "Ele (Pistorius) tem o recorde mundial, mas o que vale no fim é quem chega primeiro."
O coordenador de atletismo do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Ciro Winckler, explicou a questão das próteses. Disse que Alan corria com o mesmo equipamento desde que tinha 16 anos e foi pedido ao Comitê Paralímpico Internacional (CPI) uma readequação do equipamento agora que o atleta completou 20 anos. Ele conta que o tamanho da prótese é determinado pelo estudo do biotipo do atleta e o resultado final foi de que Alan, que tinha 1,76 metro com o equipamento antigo, poderia chegar até 1,85 metro. Mas optou por prótese que o deixa com 1,81 metro.
Nos 200 metros classe T11 pelo menos duas medalhas brasileiras estavam garantidas no pódio porque haviam três atletas do país, com seus respectivos guias - Terezinha Guilhermina com Guilherme Santana (seu tradicional parceiro, Jorge Souza, o Chocolate, estava contundido), Jerusa Santos acompanhada de Henrique da Silva e Jhulia Santos com Fábio Oliveira Silva. De estrangeira, somente a chinesa Juntingxian Jia e seu guia Donglin Xu. Na corrida, Terezinha ganhou com larga vantagem dos adversários, com Jerusa em segundo e a chinesa em terceiro.
A premiação foi adiada por causa de uma grande confusão. Inicialmente os chineses foram desclassificados por infringir o regulamento que não permite que o guia puxe a atleta durante o percurso. Os dirigentes do país recorreram e foram atendidos. Aí foi a vez do Brasil protestar, sem sucesso. O sonhado inédito pódio triplo terá de esperar. A entrega das medalhas será nesta segunda, assim como a de Alan Fonteles.
"Estou muito feliz, sou muito grata a Deus pela oportunidade de estar em primeiro lugar novamente e com um resultado impressionante, diferente do que eu consegui em Pequim", disse Terezinha, que dançou antes de sua performance. "Eu gosto de dançar. Isso me relaxa e me ajuda a concentrar na corrida."
Casa cheia
A participação da torcida britânica nos eventos disputados neste fim de semana foi massiva. Os 82 mil lugares do Estádio Olímpico foram preenchidos para as provas de atletismo e a tendência foi seguida por outras arenas do Parque Olímpico que também tiveram grande presença de espectadores. Em especial o velódromo, de longe o local mais animado. As praças do Parque Olímpico ficaram apinhadas de gente. Quem não pôde entrar nas arenas, torceu por seus atletas favoritos pelo telão. Um exemplo para o Brasil em 2016.
Papão empata em 2 a 2 com o LEC e volta ao G4
O Paysandu empatou em 2 a 2 com o Luverdense na tarde deste domingo (2), em Lucas do Rio Verde (MT). A partida fechou a 10ª rodada do grupo A do Campeonato Brasileiro da Série C. O resultado colocou o Papão novamente na quarta posição da chave, com 14 pontos. Os bicolores estão com a mesma pontuação que o Santa Cruz-PE, terceiro colocado, porém, perdem no saldo de gol.
O primeiro tempo iniciou bastante equilibrado e somente aos 18 minutos surgiu a primeira oportunidade clara de gol. O meio-campista Gilson não desperdiçou e marcou o primeiro gol do Luverdense. Aos 24 minutos, os jogadores Júlio Terceiro – do LEC – e Harison – do Papão – se agrediram e foram expulsos de campo. Após a expulsão, Givanildo colocou Alex Willian no lugar de Heliton. A mudança foi boa e o Papão ganhou mais velocidade, no entanto, não conseguiu marcar no primeiro tempo.
O Paysandu começou a segunda etapa com mais posse de bola e quase marca o gol de empate aos 9 minutos. Thiago Potiguar cruzou para a área e Thiago Costa cabeceou com perigo. Os bicolores eram melhores em campo, quando o atacante Tatu achou um buraco no meio dos zagueiros bicolores – que ficaram reclamando impedimento – e fez o segundo do LEC aos 21 minutos. O Papão diminuiu logo aos 24 minutos: Alex Willian cruzou para a área e Pablo só fez escorar a bola para o fundo do gol. O empate ocorreu 10 minutos depois. Após receber grande lançamento, Yago Picachu saiu de cara para o gol e marcou.
A equipe alvi-celeste demonstrou um bom poder de reação, mas não conseguiu fazer uma grande partida. O próximo jogo do time comandado por Givanildo Oliveira está marcado para o sábado (8), às 16 horas, no estádio Mangueirão, contra o Guarany-CE. Já o Luverdense-MT, que continua líder isolado do grupo A, com 22 pontos, joga com o Fortaleza-CE, no domingo (9), no Estado do Ceará.
(DOL)
O primeiro tempo iniciou bastante equilibrado e somente aos 18 minutos surgiu a primeira oportunidade clara de gol. O meio-campista Gilson não desperdiçou e marcou o primeiro gol do Luverdense. Aos 24 minutos, os jogadores Júlio Terceiro – do LEC – e Harison – do Papão – se agrediram e foram expulsos de campo. Após a expulsão, Givanildo colocou Alex Willian no lugar de Heliton. A mudança foi boa e o Papão ganhou mais velocidade, no entanto, não conseguiu marcar no primeiro tempo.
O Paysandu começou a segunda etapa com mais posse de bola e quase marca o gol de empate aos 9 minutos. Thiago Potiguar cruzou para a área e Thiago Costa cabeceou com perigo. Os bicolores eram melhores em campo, quando o atacante Tatu achou um buraco no meio dos zagueiros bicolores – que ficaram reclamando impedimento – e fez o segundo do LEC aos 21 minutos. O Papão diminuiu logo aos 24 minutos: Alex Willian cruzou para a área e Pablo só fez escorar a bola para o fundo do gol. O empate ocorreu 10 minutos depois. Após receber grande lançamento, Yago Picachu saiu de cara para o gol e marcou.
A equipe alvi-celeste demonstrou um bom poder de reação, mas não conseguiu fazer uma grande partida. O próximo jogo do time comandado por Givanildo Oliveira está marcado para o sábado (8), às 16 horas, no estádio Mangueirão, contra o Guarany-CE. Já o Luverdense-MT, que continua líder isolado do grupo A, com 22 pontos, joga com o Fortaleza-CE, no domingo (9), no Estado do Ceará.
(DOL)
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