domingo, 16 de setembro de 2012

Missão do Papão é decolar na Terceirona

Como de praxe, ao longo de toda a semana, os jogadores concederam entrevistas à imprensa na Curuzu. Nela, os bicolores comentaram à respeito das principais novidades que rolaram nos gramados do Leônidas Castro esses dias: o retorno ao 3-5-2 do técnico Givanildo Oliveira, a estreia do lateral-esquerdo Rodrigo Fernandes e a nova dupla de ataque formada por Thiago Potiguar e Moisés. Entre pontos de vistas e convicções, algo pareceu comum entre todos entrevistados: o caráter decisivo que cada atleta irá encarar a partida de logo mais, às 17 horas, no estádio Presidente Vargas, contra o Fortaleza.
A declaração do goleiro Dalton, assumidamente preocupado com a matemática da tabela, resume bem esse sentimento. “O que eu quero e todo mudo aqui quer é uma vitória. Só precisamos de um bom resultado para deslanchar na competição”, acredita o arqueiro. Afinal de contas, o Papão vem de quatro empates seguidos. É um dos times que mais saiu de campo com o placar igualado. A torcida alviceleste já começa a pegar no pé, principalmente, dos atacantes.
Portanto, um bom resultado hoje acalma os ânimos pelas bandas da Curuzu. O problema é que no meio do caminho existe um Leão, que não é o tradicional rival da capital, mas é vice-líder da competição e já possui aspectos de rival interestadual, melhor assim dizer. O time do Pici já é um tradicional adversário bicolor. São vários confrontos acirrados nesse encontro entre paraenses e cearenses. No primeiro turno dessa edição, por exemplo, de maneira apertada, deu Tricolor cearense por 1 x 0, no Mangueirão, em um contexto que parecia todo favorável ao Papão. Mas, agora, é o Lobo quer dar o troco: vencer como visitante, voltar sorrindo para casa e, como lembrou Dalton, “deslanchar na competição” rumo à classificação.
Giva aposta na força dos seus laterais
Com a dupla de ataque definida por dois jogadores com características de movimentação, Thiago Potiguar e Moisés, o técnico Givanildo Oliveira armou uma formação que pudesse dar suporte aos atacantes. Para isso, o treinador optou por mudar seu sistema tático do 4-4-2 para o 3-5-2. Pelas explicações do professor Giva, a confiança nos seus jogadores das laterais é grande. “Teremos que explorar a habilidade do Pikachu e do Rodrigo (Fernandes)”, comentou.
Rodrigo, por sinal, estreia com a camisa bicolor. Indicado do treinador para integrar o grupo, ele garante que sabe da sua importância na partida. “O professor Givanildo é um grande treinador e já conversou com a gente”, revelou. Mas, a preocupação com o sistema defensivo também não passou despercebida. “O 3-5-2 é um sistema que você precisa que o volante se apresente bem, como apoiador no meio de campo”, colocou.
Givanildo pareceu convicto que essa é a formação ideal para o Papão. “O time joga mais solto e eu achei que era o momento”, diz. O técnico realizou três coletivos sem alterar a equipe em nenhum momento. São sete jogadores diferentes ao time que apenas empatou com Guarany de Sobral. “Essas decisões, são decisões de momento. Vai acabando os jogos e você vai começando a entender melhor o grupo. Pelas peças, comecei analisar que o Paysandu se adapta bem”, assegura. (Diário do Pará)
 

Pressão não pode atrapalhar os planos de Givanildo

Entre a comissão técnica e atletas do Paysandu, uma coisa pesa: as chances de gols desperdiçadas nos últimos jogos. Após a partida de domingo passado, quando o time empatou com o Guarany de Sobral em pleno Mangueirão, quatro empates seguidos na Série C foram acumulados pelos bicolores. A falta de vitórias já provoca a revolta de alguns torcedores. No embate contra o Guarany, os objetos atirados no gramado, já no fim do jogo, ilustraram o sentimento.
Pensando nisso, o técnico Givanildo Oliveira preferiu deixar o atacante Rafael Oliveira no banco de reservas para dar lugar ao reestreante Moíses. Rafael é um dos que mais sofre com a pressão da torcida, que o acusa também de ser jogador de balada. E Giva não esconde a preocupação com o lado emocional do grupo. “Geralmente, tenho duas conversas com o grupo. Só até agora (sexta-feira), já conversei três vezes. Deixamos escapar pontos dentro de casa que estão fazendo falta. Se tivéssemos conquistados eles, iríamos para o jogo fora de casa muito mais tranquilos. Mas, temos que evitar essa ansiedade”, ensina.
E ela, a ansiedade, foi o ponto em comum para explicar a falta de sorte na pontaria dos atacantes. Segurando ela, tudo fica mais fácil. O goleiro Dalton, que lembra que a defesa do Papão é a segunda melhor do grupo, diz que é preciso estar sempre “ligado” para manter essa calma. “Se todo mundo tiver o foco, tiver objetivo e não desligar até o fim, dessa maneira a gente vai conseguir evitar 100% dos gols ali atrás. Precisamos ter um pouco mais de atenção nos setores, não só o ataque precisa melhorar”, expõe o arqueiro. (Diário do Pará)

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