terça-feira, 4 de setembro de 2012

Atraso na entrega das faturas não é desculpa


O atraso na entrega de faturas de cartão de crédito, lojas de departamento ou até mesmo contas de serviços essenciais como água, eletricidade e telefone é algo comum. Mas não adianta querer “tirar vantagem” da demora e deixar para pagar depois, em uma tentativa de “ganhar tempo”. Essa atitude pode levar à cobrança de juros e multa, o que não é nada vantajoso para o consumidor.
O consumidor, mesmo que não tenha culpa nenhuma do atraso, para não perder seus direitos, tem que procurar a cópia do contrato e ver o que pode fazer. “Assim que ele assina o contrato tem que verificar as cláusulas de opções de retirada da fatura. Quando o consumidor perceber que a conta não chegou no período em que costuma chegar, tem que tentar entrar em contato com a prestadora. É possível fazer pelo telefone 0800, que fica atrás do cartão de crédito, pela agência bancária ou ainda pela internet”, ressalta Rafael Braga, diretor em exercício do órgão de Proteção de Defesa do Consumidor (Procon).
O cliente pode ainda, em casos de cartão de crédito ligado a um banco, dirigir-se a uma agência bancária e solicitar a 2ª via da fatura. O pagamento também independe do boleto, podendo ser pago no caixa eletrônico ou na “boca do caixa”, mediante a apresentação do referido cartão. As empresas e prestadoras de água, luz e telefone dispõem de serviços de internet em que é possível retirar a 2ª via da fatura. As pessoas que não têm acesso à internet podem também procurar as empresas e pedir uma nova via da conta.
Esgotadas essas opções ou no caso do contrato firmado não prever opções de envio da fatura, o consumidor deve ir ao Procon. “Vamos intermediar o envio da fatura e também intervir nas cobranças por dias de atraso, pedindo redução dos mesmos”, afirma o diretor. 
O cliente tem o direito de exigir a fatura no prazo da data de pagamento e o dever de quitar o débito. A empresa, por sua vez, tem enviar a fatura em tempo hábil ao endereço cadastrado. Porém, nem tudo funciona tão bem quanto na teoria. A entrega da correspondência não depende exclusivamente da empresa prestadora de serviço. Os Correios, em determinadas situações, podem ter uma parcela de culpa. No entanto, o órgão não é responsabilizado. O motivo é simples: é um órgão federal e sem CNPJ, que não pode ser autuado, segundo Braga.
(Diário do Pará)

Ufopa é avaliada como uma das 10 piores do Brasil


 A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) é uma das piores instituições de ensino do país. A avaliação das 191 universidades brasileiras – ensino público e privado – foi feita pelo jornal Folha de São Paulo, que criou o Ranking Universitário Folha. Dos 100 pontos distribuídos para avaliação do ensino e pesquisa das instituições, a Ufopa recebeu 4,36 pontos.
A Universidade do Oeste do Pará foi reprovada e considerada a 10ª pior do Brasil. Por outro lado, a Universidade Federal do Pará conseguiu obter 61,93 pontos e é a 24ª do país. O item que mais contribuiu para esse resultado foi a qualidade do trabalho de pesquisa da UFPA, considerado um dos melhores do país.
A Ufopa tirou nota zero no item qualidade de ensino. Tirou zero também em inovação. Dos 55 pontos distribuídos para a análise da produção científica da universidade, a Ufopa obteve 3,3 pontos. Já a UFPA conseguiu 42,8 pontos na neste último item, porém deixou a desejar na qualidade do ensino, obtendo 3,13 dos 20 pontos distribuídos.
A Universidade Federal Rural do Amazonas conseguiu 30 pontos e ficou no 95º lugar. A Universidade da Amazônia (Unama) – única instituição privada avaliada no Pará – quase empatou com a Universidade do Estado do Pará (Uepa). Ambas conseguiram pouco mais de 20 pontos e ficaram respectivamente em 124º e 125º.
O Ranking Universitário Folha é uma listagem inédita das universidades brasileiras, avaliadas de acordo com a sua qualidade. As avaliações mesclam indicadores de pesquisa e de inovação e a opinião do mercado de trabalho e de pesquisadores renomados.
Para avaliar a qualidade do ensino, o Datafolha entrevistou 597 pesquisadores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), amostra definida para representar o grupo dos melhores cientistas e docentes do país. A cada um deles foi pedido que apontasse as 10 melhores instituições brasileiras em sua área.
Para avaliar a aceitação no mercado de trabalho de um profissional formado por determinada universidade, o Datafolha entrevistou 1.212 diretores, gerentes ou profissionais responsáveis pelos recursos humanos de empresas e instituições brasileiras, amostra definida para representar todo o setor do país. Para cada um deles foi pedido que apontasse as três instituições de ensino superior para os quais dariam preferência em um processo de contratação. Considerando os 20 pontos distribuídos neste item, com peso de 20 pontos, a Universidade Rural do Amazonas conseguiu 0,19 pontos.
No topo da lista, aparece como a melhor instituição de ensino nacional a Universidade de São Paulo (USP), com nota total 98,78, seguida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 91,76. Na outra ponta, em 188º lugar, está a Universidade Estadual de Roraima (UERR).
UFOPA
A coordenadora de Comunicação da Ufopa, jornalista Maria Lúcia Moraes, disse, ontem à noite, que a Universidade ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto o que só deve acontecer hoje. Ela destacou, entretanto, que a instituição só tem dois anos de criada (completa três em novembro) “e ainda está se estruturando. Os campi ainda estão sendo construídos, não tem como comparar com a UFPA, a Unicamp e a USP”. Ela diz que é normal as universidades novas aparecerem no final do ranking, onde a Ufopa divide espaço com outras novatas. 
(Diário do Pará)

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